segunda-feira, 23 de março de 2009

A GUERRA CONTINUA...

Diogo Mainardi da Veja chama
Record News de “CNN dos dízimos”






O colunista Diogo Mainardi da Revista Veja escreveu um artigo transformando a guerra entre Folha de S. Paulo e Record num jogo político que envolve as eleições presidenciais de 2010, o bispo empresário Edir Macedo e a Ministra Dilma Rousseff.



Confira o artigo na íntegra:




“Deus e o Diabo em 2010. Deus: Edir Macedo. Diabo: Zeca Diabo. Edir Macedo é dono da Rede Record. Zeca Diabo é dono de Dilma Rousseff, segundo um relatório armazenado no computador do delegado Protógenes Queiroz. Quem é Zeca Diabo? Isso mesmo: José Dirceu.



O dono da Rede Record, Edir Macedo, e o dono de Dilma Rousseff, José Dirceu, aliaram-se abertamente na última semana. O colunista Daniel Castro, da Folha de S.Paulo, informou que uma das costelas da Rede Record, a Record News – ou CNN do dízimo –, é um completo fracasso. Na TV aberta, dá zero de audiência. Na TV a pagamento, dá zero de audiência. Pior ainda: a Record News tinha uma meta de faturamento de 100 milhões de reais. No ano passado, pelas contas de Daniel Castro, o resultado foi um décimo disso. A Igreja Universal do Reino de Deus é conhecida por seu desprendimento material. Por seu desinteresse por dinheiro. Mesmo assim, é duro imaginar que algum pastor tenha festejado o rombo.


O Jornal da Record reagiu furiosamente ao artigo de Daniel Castro. Depois de atacar a Folha de S.Paulo por mais de sete minutos, acusando-a de ter perdido “qualidade editorial” e de passar por uma séria “crise de credibilidade”, a emissora prometeu usar seus telejornais para constranger todos aqueles que a importunassem. Um dos gerentes da Rede Record, Celso Teixeira, mandou uma circular aos jornalistas, reiterando a mensagem intimidadora: “A partir de agora, a empresa vai se posicionar publicamente e judicialmente contra os ataques que recebeu nos últimos tempos”. Isso quer dizer o seguinte: se alguém publicar um comentário que desagrade à Record, terá de enfrentar um bombardeio na TV e uma dezena de processos no Acre.


O dono de Dilma Rousseff, José Dirceu, imediatamente apoiou o dono da Record, Edir Macedo, denunciando a tendenciosidade da Folha de S.Paulo. Em 2010, ocorrerá o oposto: a Record, que pertence a Edir Macedo, apoiará Dilma Rousseff, que pertence a José Dirceu. Quando a Record News foi inaugurada, em 2007, Lula declamou ridiculamente: “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós”. O plano do PT era estimular o surgimento de uma imprensa plenamente domesticada, que ocupasse o lugar de quem ainda insistia em fazer jornalismo, noticiando os abusos do lulismo. Em particular: VEJA, Globo, Folha de S.Paulo. O plano deu errado. VEJA, Globo e Folha de S.Paulo continuam aí. A Record News, por outro lado, com zero de audiência na TV aberta, com zero de audiência na TV a pagamento, está tomada por comerciais da Polishop. Em 2010, em vez de Dilma Rousseff, o eleitor acabará comprando uma grelha. Um modelador de cabelo. Um fatiador de pepino.”


Datafolha Divulga Pesquisa a Sucessão Presidencial de 2010

SERRA CONTINUA LIDERANDO, MAS DILMA SOBE

O governador paulista, José Serra (PSDB), mantém ampla liderança em todos os cenários sobre a sucessão presidencial de 2010, com taxas que variam de 41% a 47%, indica pesquisa do Instituto Datafolha concluída nesta quinta-feira.

No entanto, segundo a pesquisa, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), voltou a crescer, de 3 a 4 pontos percentuais, dependendo da situação.


No primeiro cenário do Datafolha são apontados como candidatos, além de Serra (41% das intenções de voto) e Dilma (11%), o deputado federal Ciro Gomes (PSB), que oscilou um ponto e teria hoje 16%, e a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), que perdeu três pontos e aparece com 11%.


Hoje, Serra seria mais bem votado no Sudeste (45%) e no Sul (44%) e menos votado no Nordeste (34%). Já Dilma tem melhor desempenho no Nordeste (14%) e no Centro-Oeste (13%) e o pior no Sudeste (9%).
Crise
A piora da crise econômica mundial fez a aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva cair cinco pontos percentuais --de 70% para 65%, segundo a pesquisa.

O levantamento revela também que o percentual de brasileiros que tomaram conhecimento da crise subiu de 72% para 81%, em relação a última pesquisa divulgado em novembro do ano passado.

O Datafolha ouviu 11.204 pessoas entre os dias 16 e 19 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
OBSERVE O GRÁFICO








sábado, 21 de março de 2009

Correio Braziliense Divulga:

Possível Reintegração de
Delúbio Racha Cúpula do PT
O pedido de reintegração feito pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares ao Diretório Nacional da legenda colocou a cúpula petista em situação desconfortável. A direção está rachada em relação ao pedido do seu antigo integrante, que pretende se candidatar a deputado federal por Goiás. Ontem, o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, que integra a ala esquerda da legenda, criticou duramente a pretensão de Delúbio e os dirigentes que defendem a reintegração. “Ao contrário de Sílvio Pereira, Delúbio Soares lutou contra sua expulsão, exatamente porque considerava que seus erros não eram de tal monta que fosse cabível sua expulsão. Ele não reconheceu seus erros posteriormente. E não imagino que os reconheça agora, estando como está em meio a um processo judicial. Sem um reconhecimento dos erros, estaríamos reintegrando o mesmo Delúbio Soares que foi expulso em 2005. Na prática, anulando a pena aplicada”, dispara.

Delúbio formalizou seu pedido de reintegração ao PT na quarta-feira, durante encontro com o presidente da legenda, deputado Ricardo Berzoini (SP), que o recebeu na sede nacional do PT e ficou de discutir o assunto com os demais dirigentes da legenda. No mesmo dia, Delúbio também visitou o líder da bancada na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). “Atendo tanta gente no meu gabinete, não poderia deixar de recebê-lo. Ele me disse que quer voltar como simples militante e se candidatar a deputado por Goiás”, explica Vaccarezza, que considera legítimo o pleito de Delúbio.

Pomar, entretanto, é duro com o ex-tesoureiro do PT, que assumiu toda a responsabilidade pelo caixa dois de campanha do PT e se recusou a revelar a origem do dinheiro. “Sua carta, entregue a Berzoini, é de alguém que se julga vítima, não de alguém que se reconhece culpado. Ou seja: Delúbio leva em consideração apenas quem votou contra sua expulsão, desconsiderando os argumentos e os sentimentos dos demais”, afirma Pomar. Pelo estatuto do PT, Delúbio tem direito de pedir a reintegração. Cumpriu corretamente o rito partidário ao procurar Berzoini e fazer seu apelo aos membros da direção. Mas isso não basta, é preciso que a maioria esteja de acordo.

Vida Normal

Na cúpula petista, o antigo “Campo Majoritário” (hoje “Construindo um Novo Brasil”) tende a apoiar a reintegração de Delúbio, pois outros envolvidos no escândalo do “mensalão”, como os deputados João Paulo Cunha (SP) e José Genoino (SP), reeleitos para a Câmara, têm vida normal no partido. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, cujo mandato de deputado foi cassado, por exemplo, acaba de demonstrar que seu prestígio no governo Lula e na militância continua inabalável. Fez duas festas de aniversário, uma em São Paulo e outra em Brasília, à qual compareceram nove ministros.

Na carta endereçada ao partido, Delúbio argumenta que cada dia da sua vida “foi dedicado ao PT e à causa de construção de um país mais justo e solidário”. Argumenta que teve a vida virada do avesso: “Cumpro meu degredo doloroso há mais de 3 anos, afastado do Partido dos Trabalhadores, sem que a essência de nossa causa deixasse de pulsar em meu coração e permanecer em minha mente. Com minha vida investigada e virada do avesso, não pesam sobre mim acusações de qualquer alcance de dinheiro público e não sou acusado de um único ato que visasse meu benefício, seja político, financeiro ou pessoal”, argumenta na carta.
Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 20 de março de 2009

Após Uma Semana de Acusação Folha de S. Paulo se Pronuncia

e Chama TV Record de Desesperada


Durante toda semana a Rede Record de Televisão, vinculou em sua programação uma série de reportagens, que segundo a emissora tinham como objetivo se defender dos ataques feitos à ela pelo jornal Folha de S. Paulo. A Record alegou que o Grupo Folha através de seus jornais vinha criando uma campanha difamatória com o objetivo de prejudicar o crescimento da emissora.
Leia a Baixo o Editorial da Folha de S. Paulo sobre o caso
A REDE RECORD , que explora uma concessão pública de TV e pertence ao mesmo proprietário da Igreja Universal do Reino de Deus, vem desfechando ataques contra esta Folha em seus noticiários. Pretende mover algo como uma campanha, pois a mesma mixórdia de reportagem canhestra e investida comercial tem sido repetida à exaustão.

O motivo de tanta ira, agora, é o desagrado diante da independência jornalística da coluna de TV publicada pelo jornal. Assinada pelo repórter Daniel Castro, a coluna pode cometer eventuais falhas, que são retificadas do modo transparente com que este jornal costuma fazê-lo. Mas tem procurado agir com máxima isenção, sobretudo em face do duelo feroz entre a Record e a emissora líder no país, a Rede Globo. Entre ambas, a Folha toma o partido de seu leitor, que deseja ser informado.

O que é prática de jornalismo verdadeiro se torna -na percepção tosca dos atuais dirigentes da Record, acostumados a reduzir qualquer questão a seu aspecto comercial- uma suposta campanha contra a emissora.

A mesma percepção levou a Igreja Universal a orquestrar litigância de má-fé na Justiça contra este jornal e a repórter Elvira Lobato, por conta de reportagens sobre subterrâneos financeiros daquele empreendimento religioso.

Negócios e religião não deveriam caminhar juntos. A atividade religiosa é isenta de impostos. Até por esse motivo a sociedade tem todo o direito de conhecer os vasos comunicantes que ligam a Igreja Universal aos tentáculos de seus vários ramos de negócio. A reação destemperada da Record é um mero incentivo para que a Folha insista em esclarecer o que parece tão imprescindível manter oculto.


(O link só é disponível para quem é assinante. Quem tiver acesso à Folha impressa, ver na sessão Editorial)http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opinia … 200902.htm
Crise Faz Aprovação do
Governo Lula Cair


Em uma nova pesquisa divulgada nesta sexta (20) sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o instituto Datafolha apontou uma queda na aprovação de Lula em relação a ultima pesquisa divulgada pelo instituto, em novembro de 2008. A satisfação dos brasileiros na época foi de 70% batendo um recorde histórico, entretanto nesta pesquisa houve uma queda chegando a 65%.


O Datafolha informa que esta foi a primeira queda na avaliação de Lula no segundo mandato, iniciado em 2007. Nos últimos meses, com o agravamento da crise econômica, a nota dada ao governo Lula também caiu, de 7,6 para 7,4, em igual período. As informações são do jornal "Folha de S. Paulo".


Entre as regiões do país, a aprovação do governo Lula - caracterizada pelas notas "bom" ou "ótimo" -, a melhor avaliação continua a ser no Nordeste (77%), seguido do Norte/Centro-Oeste (64%), do Sudeste (60%) e do Sul (57%). No que se refere ao desempenho específico na área econômica, a aprovação caiu de 61%, há quatro meses, para 53%, atualmente.


fonte: G1

quinta-feira, 19 de março de 2009

Congresso

Senado exonera 50 diretores, recolhe carros
oficiais e estuda redução de terceirizados
Em meio à onda de denúncias que arranhou a imagem do Senado nas últimas semanas, o primeiro-secretário da instituição, Heráclito Fortes (DEM-PI), determinou nesta quinta-feira a exoneração imediata de 50 dos 181 diretores que integram o comando da Casa Legislativa. A medida foi tomada um dia depois do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anunciar o corte de metade dos diretores da Casa.
No ato assinado por Heráclito, o senador pede que o diretor-geral da instituição, Alexandre Gazineo, adote as "providências necessárias" para a imediata exoneração de ocupantes de 50 cargos de direção ou função equivalente.
"Estamos procurando desde o primeiro momento tomar medidas para que os ajustes sejam feitos, inclusive tendo em vista a crise econômica que o país passa e o Senado tem por obrigação, numa hora como essa, dar o exemplo. Evidentemente que a sucessão de fatos, o interesse da opinião pública através da imprensa em querer resultados dos fatos ocorridos, tem nos tirado do foco dos nossos objetivos", afirmou.
No ato, que entra em vigor amanhã, Heráclito também determina que o diretor-geral recolha os carros oficiais utilizados pelos diretores da Casa --com exceção da diretoria-geral e da Secretaria Geral da Mesa.
O texto também pede que Gazineo apresente um plano de redução adicional de cargos de direção no Senado. Heráclito determina, no ato, a redução de quadro de servidores terceirizados lotados na área de Comunicação Social --que reúne quase 20 diretores na Casa.
O democrata pede que o diretor determine a nomeação imediata dos candidatos aprovados em concurso realizado pela Casa para o setor. "Após a nomeação das áreas de comunicação social, o diretor-geral deverá adotar as providências necessárias para a nomeação dos aprovados em concurso público das demais áreas", diz o ato assinado por Heráclito.
fonte: Folha Online

De Olho na CRISE

Real e Santander aprovam plano de aposentadoria
incentivada para evitar demissões

Os funcionários do Santander e do Real aprovaram na noite desta quinta-feira a proposta de aposentadoria incentivada elaborada por banco, sindicato e associação dos funcionários. As instituições financeiras estão em processo de fusão desde o final de 2007.

A iniciativa prevê que empregados a dois anos da aposentadoria possam optar por licença-remunerada por 12 meses. Nesse período, os trabalhadores ficam em casa e recebem todos os benefícios, menos vale-transporte.

Outra medida aprovada foi o pagamento de bônus para que funcionários que já podem se aposentar e continuam na ativa e para os trabalhadores já aposentados que ainda trabalham no banco deixem a instituição.
Segundo Paulo Salvador, presidente da associação dos funcionários do grupo Santander Brasil, há cerca de 3.000 funcionários que já podem se aposentar ou estão próximos do prazo.

Na assembleia realizada hoje, os trabalhadores também aprovaram a possibilidade de realocar funcionários que atuam em departamentos internos para agências bancárias, onde, segundo a associação, está a maior parte das vagas abertas na instituição.

O objetivo das medidas é evitar demissões e absorver os empregados que seriam dispensados em razão da sobreposição de cargos gerada com a fusão.


fonte: Folha Online